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O folk do Rosie and Me - Lançamento independente.

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O Gramofone traz mais uma banda independente lá de Curitiba. Dessa vez com um estilo ainda pouco divulgado aqui no Brasil. Estamos falando dos curitibanos do Rosie and Me, uma banda de Folk formada em 2006 sem nenhuma pretensão profissional, até ganhar milhares de seguidores pela internet afora.  Uma banda de acordes simples, letras introspectivas e de melodias marcantes. Com  bastante destaque em sites ingleses e músicas tocadas em rádios polonesas, além de muitos comentários, confirmando o que estamos apresentando aqui, o bom gosto, simples e marcantes das letras e das melodias que estão nesse trabalho.

A banda chega com um “folk-ish", com influências de "twee/pop” bem trabalhado no primeiro EP intitulado “Bird and Whale”.


Trazemos uma entrevista com eles e um playlist com sons pra vocês ouvirem. Apenas duas faixas do EP estão liberadas de grátis ("Come Back e Bonfires"). Um aperitivo sonoro pra vocês curtirem esse trabalho independente. Ao total são cinco faixas que podem ser compradas por apenas R$10,00 (Dez reais). Sem pretensão de lucro, mas a fim de viabilizar material acessível e de qualidade. O Bird and Whale vem em CD de bom material, faixas em alta definição (qualidade não encontrada na web), encarte em digitray + flyers exclusivos.

Faixas do EP: Come Back, Bonfires, Old Folks (New Year), Darkest Horse, Bird and Whale


Acompanhe a entrevista. ("Apenas o Guilherme e a Rossane conseguiram participar desta entrevista, eles estão representando toda a banda").

Rosie and Me é composto por : Rosanne Machado (violão/vocal), Ivan Camargo (violão), Guilherme Miranda (baixo) e Tiago Barbosa (bateria).


Gramofone: Ao contrário de muitas entrevistas que deixam os convites no final das matérias, vamos começar diferente. Gostaríamos que vocês iniciassem essa entrevista, convidando a galera pra conhecer o trabalho da banda. O que o público encontrará indo ao show do Rosie and Me ou comprando o EP?

Guilherme: O Rosie and Me não é formado por músicos profissionais. Tocamos e fazemos música por prazer. Isso nos aproxima do público, que não é diferente de nós, que estamos no palco. Nossa intenção é oferecer música de qualidade, com a qual as pessoas consigam se identificar, seja ao vivo ou a milhares de quilômetros de distância.
Rosanne: Esperamos transmitir algum tipo de conforto através da nossa música. O Rosie and Me não é sobre arranjos musicais complexos, mas sobre letras simples que soam sinceras a quem escuta.

Gramofone: Quando a brincadeira virou coisa séria? Quando decidiram que tinham que montar uma banda?

Rosanne: Depois de lançar as primeiras demos na internet, eu passei pouco mais de um ano fora do país. Durante esse período, obtivemos um retorno tão bom quanto inesperado, e foi quando decidimos que isso era algo que estávamos dispostos a levar a sério. Quando voltei, em 2008, convidamos o Guilherme e o Tiago pra complementar o projeto e preparar algumas apresentações ao vivo.

Gramofone: Desde quando a “Rosie” faz música? Que influências te levaram a entrar nesse universo?

Rosanne: Ganhei meu primeiro violão e comecei a tocar com oito anos. Era fã de Elvis, Donovan e John Denver (coisas que meus pais escutavam na época) e queria aprender a lidar com música como eles. As composições começaram antes do Rosie and Me, o problema é que nunca me senti confortável em cantar pra outras pessoas. Os familiares e os amigos mais chegados só foram descobrir que eu cantava depois de criarmos a banda.

Gramofone: Porque vocês resolveram cantar em Inglês e não em Português?

Rosanne: Eu sinto uma fluência maior em inglês pra expressar (musicalmente) situações que, em português, acabariam soando um pouco “cafona” ou sem musicalidade. Na conversa que levei com o Hugo Morais, do site “O Inimigo”, usei alguns artistas pra ilustrar o porquê. Imagine bandas bem populares como “Death Cab for Cutie”, “Stars” ou “Pedro the Lion”, todas de letras bem complexas, e tente imaginá-las “dubladas”. Claro que tem gente que consegue criar letras fantásticas em português, mas, no meu caso, até mesmo pelo estilo de música, prefiro compor em inglês.

Gramofone: Quem escolheu o nome do EP e porque Bird and Whale?

Rosanne: O nome do EP vem de quando eu estava fora do país. Bird and Whale é o nome da última faixa do EP, que fala sobre as incertezas dos relacionamentos à distância. O nome foi sugestão de uma amiga de Wisconsin, durante uma aula de literatura que falava sobre uma fábula chamada “The Sparrow and the Sea”. A idéia da música é justamente contar uma história.

Gramofone: A banda tem uma aceitação muito boa lá fora. Muitos sites e blogs gringos já fizeram matérias sobre vocês. Até nós, conhecemos a banda através de uma indicação de amigos da Polônia.  Vocês acham que isso se deve ao fato de vocês cantarem em Inglês ou foi mesmo estratégia de divulgação?

Rosanne: Nós não temos uma estratégia de divulgação específica, apenas disponibilizamos as músicas na Internet. Devemos muito da repercussão que tivemos no exterior a blogueiros independentes que acabaram demonstrando interesse na nossa música.

Gramofone: A cena de Curitiba está revelando boas bandas, já tivemos aqui Pão de Hambúrguer, Uh La La, dentre outras.  E como está pro Rosie and Me? A banda tem tido espaço nos festivais, nos bares locais?

Guilherme: Em Curitiba, ainda não existe uma tradição em termos de festivais. Porém, como você mesmo citou,  o destaque alcançado por algumas bandas têm  contribuído para que o espaço oferecido para divulgação  aumente , especialmente em bares , que é onde tocamos mais vezes e encontramos público e estrutura voltados a esse tipo de entretenimento.

Gramofone: A Mallu Magalhães começou da mesma forma que vocês estão começando, através da internet, hoje ela é uma grande referência no estilo e se mantém firme no mercado. Vocês se espelharam um pouco no trabalho dela, a tem como referência? Podemos fazer essa comparação?

Guilherme: As primeiras faixas do Rosie and Me foram publicadas na internet em 2006, antes de tomarmos conhecimento do som da Mallu. Então, nesse sentido, não acredito que tenhamos tomado como influência na nossa maneira de produzir. Mas, claro, por ela ser referência do estilo no Brasil, é inevitável que surja esse tipo de comparação.
Rosanne: É válido dizer também que a Mallu Magalhães cita como referência bastante coisa de folk sessentista. Nosso intuito é bem diferente, voltado mais pra uma nova escola, que, de “folk” mesmo, tem só a levada. Gostamos de nos espelhar em outros estilos como o twee pop/americana/bluegrass e tentar adaptar essa influência da melhor maneira possível.

Gramofone: No inicio era apenas um duo entre Rose e Alex. Porque o Alex não continuou com a formação de hoje?

Guilherme: Em Julho do ano passado, com o início de uma pós-graduação, o Alex precisou interromper as atividades junto à banda. Ele preferiu se dedicar aos projetos profissionais, o que impediu sua permanência no Rosie and Me.

Gramofone: Quais são os planos da banda de agora em diante? Pretendem sair de Curitiba pra divulgar o EP? Já receberam convite pra tocar fora do país?

Rosanne: O plano é investir em alguns festivais nacionais e dar continuidade a novas gravações. Em Curitiba mesmo, não somos muito conhecidos, tocar fora do país pra gente ainda é sonho. Não temos muita experiência com isso de marcar shows, geralmente esperamos por um convite ou a abertura de algum edital.

Gramofone: Percebemos uma diferença de qualidade entre o Demo Compilation e o Bird and Whale. Onde foi gravado?

Rosanne: Os demos foram todas gravadas num microfone de mesa, sem compromisso e em intervalos muito diferentes de tempo. Depois de um ano e com a ajuda do dinheiro de algumas apresentações, conseguimos levar as músicas ao estúdio. Foi nossa primeira vez naquele tipo de ambiente e isso transparece um pouco no EP.
Guilherme: No EP, buscamos incorporar a qualidade de áudio profissional às faixas. A gravação do álbum foi produzida pelo Alexandre Rogoski, no estúdio Off-Beat, aqui em Curitiba.

Gramofone: Pra finalizar, gostaríamos que vocês falassem um pouco sobre suas influências, projetos paralelos se houver, agradecimentos, enfim, um pouco sobre cada um.

Rosanne: Entre minhas maiores influências tenho William Fitzsimmons, Band of Horses, Frightened Rabbit, Kathleen Edwards, isso sem citar alguns clássicos como Buck Owens e George Jones.  O Rosie and Me é meu único projeto enquanto levo a vida como estudante de Direito aqui em Curitiba. Tenho muito a agradecer ao pessoal que insistiu em que a gente investisse na banda e sempre deixou mensagens de apoio no Myspace e Last.fm. Sem isso, a banda não existiria. Espero que surjam outras oportunidades de levar nossa música pra outros estados, não existe sensação mais gratificante do que subir num palco fazendo o que você gosta.
Guilherme: Beatles, Beach Boys,  Wilco, Travis, Billie The Vision & The Dancers, Okkervil River , Mountain Goats.  Além do Rosie and Me, tenho me dedicado à computação gráfica. Se possível, pretendo associar isso à ilustração, que é algo que eu sempre fiz, visando à produção de curtas de animação. E, por fim, agradecer a todas as pessoas que têm apoiado e divulgado o projeto da banda.

Essa foi a entrevista com a banda, esperemos que vocês tenham gostado e  que deixe seus comentários. Ouça algumas faixas em nosso playlist, onde também pode ser feito Download. Pra ficar por dentro das novidades, acessem as redes sociais da banda e não esqueça de comprar o EP Bird and Whale, vale muito conhecer as demais músicas.




Pense independente, apóie a cena!

14 Deixe seu comentario

Felipe disse...

Ta muito bom o som de vcs.. parabens pessoal.. vcs tem talendo..ainda não conhecia a banda..com certeza serei mais um fã.

A entrevista ta bem legal Gramofone. Boa indicação..

Adriana Leite disse...

Adorei as músicas e a banda, mais nunca tinha ouvido falar em twee/pop..

Bruno Linz disse...

hey,,até que fim algo bom de se ouvir. Agora é Rosie and Me..srs..

Flavia disse...

lindo demais! quero ver essa banda ao vivo já! eles precisam marcar show aqui no sul!

Jonas disse...

olá Rosie and Me, o som de vcs está muito bom. Precisam vir pra Bh, quero ver ao vivo.

Agniws disse...

Hello from Poland. I really liked the band. I'll download it. Thank you for this indication Marc.

w.j.m1 disse...

O som está muito bom. Ainda não tinha encontrado som semelhante.

Helena disse...

gosto muito da banda. o baixista é um gato. voces precisam vir pro alabama.

Júlio disse...

Estou surpreso em ouvir uma banda tão boa. Simples em seu estilo e completa em sua essência.
Muito bom Rosie..Aqui no Nordeste não temos uma banda assim, mais pra quê né, se agora posso ouvir vcs aqui.

Abraço

Havier disse...

Marcos, mi canta la sonoridad de esto grupo.
Gracias por formentar a nosostros.

Saludos especial desde Buenos Aires.

Rafa disse...

bah,,,muito maneiro esse som.. realmente curita tem boas bandas, mais essa ainda não conhecia.

valeu galera do gramofone..boa indicação.. espero ver eles aqui em Poa..

abraço.

<b>Julio Cesar "Julay"</b><br><br> disse...

Curti muito o som e fiquei bem impressionado pela qualidade dos vocais. Parabéns! Bela entrevista.

Anônimo disse...

Apesar do som não ser muito conhecido/valorizado aqui no Pará, eu gostaria muito de ouvir vcs ao vivo. Fica a dica e a espera.

Naianna disse...

Apesar do som não ser muito conhecido/valorizado aqui no Pará, eu gostaria muito de ouvir vcs ao vivo. Fica a dica e a espera.

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